quarta-feira, 27 de setembro de 2017

TOP Horribilis



Eu, ingénuo me confesso! Depois de ter crescido no Vietnam Benfiquista achei que certas coisas não aconteciam mais. Pois bem, a noite de ontem vai para o top 5 de humilhações ao vivo que vivi enquanto Benfiquista. O Glorioso Sport Lisboa e Benfica, tetracampeão nacional, foi derrotado por 5-0 pelo quarto classificado do poderosíssimo campeonato suíço. Ainda muitos dos nossos continuavam a entrar num estádio com condições mas numa cidade toda em obras e já os suiços estavam a ganhar.

A aventura começou no dia de sorteio: o facto de trabalhar agora na região Parisiense permitiu-me não perder um único dia de trabalho. Na tarde do jogo seguia de TGV para Basel, e regressava na manhã seguinte (TGV no qual me encontro a escrever este texto).

A chegada a Basel, após uma viagem tranquila, deu-se a 3 horas do jogo. Dirigi-me rapidamente até ao hotel para deixar as coisas, indo de seguida ter com os meus. Via-se Benfica por todo o lado, os dados que indicavam à volta de 10 000 Benfiquistas no estádio não eram infundados. Após algum tempo no centro, apanhar o Tram até ao estádio onde mais uma vez a mancha vermelha era enorme. Indescritível! Entrei no estádio já em pleno período de aquecimento e já o setor visitante estava quase repleto com muitos mais Benfiquistas em todo o estádio, por todo o lado exceto no topo contrário.
O mar de gente vermelho continuava a entrar, inclusive durante o hino da Champions. Começa o jogo, golo do Basel, continua malta do Benfica a entrar. O apoio vai crescendo. Ainda na primeira parte, 2-0 para o Basel. O apoio não quebra. Vem o intervalo, acredita-se na remontada apesar de se jogar ZERO. Apesar de não termos rematado uma única vez à baliza. Apesar de só termos tido uma única oportunidade de golo em que em vez de rematar deixámos cortar para canto e no contra ataque sofremos o segundo golo. Mas era possível remontar. Nós somos o Benfica, o clube das missões impossíveis (entre as quais tentar ser penta com um desinvestimento nunca visto).

Começa a segunda parte, 3-0. 4-0. 5-0.  Pelo meio 3 bolas bateram no poste. Grande parte do setor visitante está revoltado e abandona o estádio. Os do costume lá ficam. Por os do costume refiro-me àqueles a quem o plantel, por indicação de Luisão, virou as costas no Bessa. Esses mesmos! Os que lá estavam ontem, estavam no Bessa, estavam quando nada ganhámos entre 2005 e 2010, estavam quando ficámos em quarto lugar, ou quando ficámos em sexto. Esses mesmos, os que nunca te abandonam, nunca te viram costas. Foi até ao fim, num apoio sublime ao emblema.

Até que chegou o fim do sofrimento. O fim dos 90 minutos. A equipa junta-se e dirige-se ao setor visitante sem nada manifestar. Visto donde estava, mais parecia algo feito do que algo de coração. E só assim se explica o capitão de equipa não se chegar à frente e pedir desculpa. Por mim tinham era tirado todos a camisola. E a visão de “algo feito” ficou confirmada quando a equipa volta para o balneário e um elemento do plantel, perante o protesto daqueles que nunca abandonam o emblema que vestem ao peito se vira para trás e diz: “APOIEM!!! APOIEM!!!”.

O Benfica merece o nosso apoio. Sempre. Vocês, e por vocês refiro-me a todo o grupo de trabalho, merecem que vos exijamos que honrem a camisola. O emblema que trazem ao peito é intemporal e tem a definição de lenda. Só têm que fazer por merecê-lo. Não admito nada que não seja uma vitória na Madeira e o Penta. Sim, nada menos que o PENTA será admitido.

Façam por isso. Façam-se homens. Façam os cortes que tiverem de fazer. Encostem quem tiverem de encostar e mantenham-se vivos até Janeiro para fazer o que deviam ter feito no verão.


ACORDEM!

sábado, 15 de abril de 2017

Conversas à Benfica

O Sérgio Engrácia, amigo de 18/19 anos de bancada da Luz, lançou um canal de Youtube chamado Conversas à Benfica.

Tive o privilégio de ser o segundo convidado. Aqui fica o episódio.




Aproveito para vos sugerir: sigam e partilhem o canal. Vale muito a pena.

Não há mal nenhum na exaltação do Benfiquismo!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Benfica! Muito Benfica em Dortmund




Aviso prévio: esta não é uma crónica como as que habitualmente escrevo. Não terão uma enormidade de fotos, não terão histórias de cidades e em breve perceberão porquê. A que mais se assemelha, será talvez a de Liverpool 2006.

Como alguns sabem, em Dezembro, alturas do sorteio, tinha saído há pouco tempo de Portugal para o  estrangeiro por razões profissionais. Encontrava-me na região de Lyon quando saiu o Muro Amarelo como adversário do Benfica. Há anos que sonhava ir lá, nunca tinha acontecido e agora que não tinha garantias de poder ir, aí estava ele: o Borussia de Dortmund. Fiquei triste confesso. Não era só não saber da disponibilidade profissional para ir. O próprio local onde estaria sediado em Março não estava definido e assim nada dava para organizar. A única certeza com que fiquei, foi que compraria bilhete pois sem bilhete nunca poderia ao jogo. Com bilhete, seria para tentar à última. E mal sabia eu que seria mesmo até à última.

Após a época festiva, passada em Portugal, regressei a França. Desta feita para o lado contrário do país, junto à costa, em Rochefort. Os aeroportos mais próximos daqui são os de Bordéus e de Nantes, ambos a  170km. Fui estudando as várias formas de ir daqui de Rochefort para Dortmund e, no dia 2 de Feveiro, após ter a garantia que continuaria aqui na semana de 8 de Março, marquei viagem de Bordéus para Charleroi, via Ryan Air, com reserva de carro, no qual seguiria para Dortmund. A ideia nesta altura era viajar sozinho, mas a reserva do carro podia sempre ser alterada caso encontrasse alguém com quem seguir viagem. Foi o que acabou por acontecer, pois havia 8 amigos que estariam em Bruxelas, com dificuldade em alugar carro, e ficou combinado que iriam ter a Charleroi, onde eu faria um upgrade para a carrinha de 9 lugares na qual seguiriamos para Dortmund. No regresso, eu dormiria lá num canto de um dos quartos de hotel deles em Bruxelas, seguindo depois para Charleroi e voltar para França. E assim ficou tudo certinho.

O tempo foi passando, a ansiedade e a saudade dos meus foi aumentando. Até que chegou a semana do jogo. A semana mais esperada. Dia 6 de Março cai a bomba. Greve dos controladores aéreos em França com incidência na costa atlântica. Todos os voos da Ryan Air de e para Bordéus estão a ser cancelados. Contacto imediatamente a Ryan Air que a única coisa que me podem dizer  é que só sabem os voos que foram cancelados nesse dia e nada podem garantir.  Na segunda feira às 18:00 francesas saem os voos cancelados de terça feira. De nada servem, pois o meu voo não existia nesse dia. Mas tudo o que é Ryan Air continuava a estar cancelado. Começo a procurar alternativas, porque não era só por mim. Era pelos meus! Estavam dependentes de mim para ir para Dortmund e fosse como fosse eu não os poderia deixar para trás. Eu tinha de ir cumprir o meu sonho e eles iriam comigo.

Terça feira, véspera de jogo, foi passada numa ansiedade tremenda. A Ryan Air não dava notícias, diziam que nada sabiam. Mas às 16:00 veio o primeiro sinal. O voo Easy Jet de Bordéus para Bruxelas, marcado para o dia do jogo, tinha sido cancelado. Resolvi arriscar. Mesmo que não houvesse decisão até lá, quando saísse do trabalho ás 17 iria tratar da minha viagem.
Assim foi. Saí às 17 e fui directo à estação dos comboios de Rochefort. Lá chegado comprei viagem de Surgères para Bruxelas.


Surgères é uma terra a cerca de 30 km daqui, onde apanharia o TGV às 5:51 do dia do jogo e chegaria a Montparnasse às 08:49. Teria então de atravessar Paris (linha 4 do Metro) até à Gare du Nord, onde apanharia outro comboio, o Thalys, rumo a Brusselles-Midi às 10:01, chegando à capital belga às 11:23. Aí teria o meu pessoal, levantaríamos os carros ou carrinha, seguiriamos para Dortmund e voltaríamos após o jogo. O regresso seria feito da mesma forma, no dia a seguir ao jogo, com o primeiro comboio a ser apanhado em Bruxelas às 7:43 da manhã, e chegando a Surgères às 13:14. Era duro ? Era. Mas é o Benfica. E em véspera de jogo a minha presença estava, agora sim, garantida a 100%.


Assim que comprei as viagens, vou ao site da Ryan Air e vejo que foram tornados públicos os voos cancelados de quarta-feira. O meu voo estava efetivamente cancelado por isso a pequena loucura acaba de cometer tinha valido a pena. Volto para casa, trato dos pedidos de reembolso dos voos e anulação do carro previamente alugado no aeroporto, e trato então do aluguer de dois carros na estação de Bruxelas. Tudo tratado em 5 minutos, faço a mala e estou pronto para partir na madrugada seguinte.
Dia de jogo. Acordo às 4:30, banho tomado, pequeno almoço também, e pego no carro. Saio de casa perto das 05:00 e a viagem acaba por ser mais rápida do que o esperado, chegando à gare meia hora antes do comboio, que traz um atraso de 5 minutos, nada de preocupante para as ligações que se seguem. A viagem até Paris corre normalmente, o atraso é recuperado, o único problema é o sono e o facto da carruagem encher em Poitiers, num momento em que estava quase a adormecer, o que daí para a frente se tornou impossível.


Com a chegada a horas a Paris-Montparnasse, desco do comboio para o Metro e vejo que a linha 4, que tinha de apanhar, está fechada em Montparnasse. Informo-me e dizem me para apanhar a linha 6 até Denfert-Rochereau e depois apanhar o RER B até à Gare du Nord.  Apanho então a linha 6 até à estação em questão e aí, e vez de apanhar o RER B, resolvo apanhar o metro na Linha 4 novamente. Um erro, que fez a minha viagem tornar-se mais demorada (mais estações) e fastidiosa. A linha está em obras e o percurso é feito em marcha lenta, mas mais de uma dezena de estações depois lá chego atempadamente à Gare du Nord, tendo tempo de ir ao Starbucks buscar o Frapuccino da praxe antes de embarcar para o Thalys, um comboio com excelentes condições, bem melhor que o TGV onde tinha viajado mesmo antes. À entrada do comboio uma passagem pelo Raio X e detetor de metais, controlo de entrada no comboio e siga para Bruxelas. A viagem de hora e meia fez-se bem, e à hora prevista chegada a Bruxelas e dirijo-me para o hotel, situado a 1 km, onde se encontravam os companheiros de viagem. Acordar alguns preparar tudo e seguimos para a Gare onde fomos levantar os carros já com algum atraso. Eram perto das 13:30 quando finalmente arrancámos, e até sair do caos de Bruxelas à chuva ainda durou um bocado.


Daí até Dortmund foi sempre a rolar na estrada, com apenas uma paragem relâmpago, e muito trânsito a partir de Dusseldorf, o que nos levou a adotar caminhos alternativos, bem mais longos, mas que se tornaram mais rápidos, requerendo apenas um cuidado tremendo com os constantes lençois de água na estrada. À chegada a Dortmund, fomos diretos ao estádio, deixando o carro lá no parque e resolvi ir até ao centro da cidade. Tinha de sentir o ambiente no centro da cidade, mesmo que já não estivesse ao rubro pois faltavam apenas 3 horas para o jogo, mas valeria sempre a pena, até porque grandes amigos se encontravam por lá,


Apanhei o metro e em menos de 10 minutos encontrava-me no centro. Perfeito. Encontrar os amigos foi fácil. Estavam num restaurante inundado de Benfiquismo, saboreavam óptimas Pints. O ambiente estava de sonho. Tinha finalmente chegado ao Ambiente Benfica que eu tanto amo. Que eu vivo intensamente e que me faz sorrir todos os dias. E que muita falta me tem feito nos últimos 3 meses por razões que já falei neste blog. Conversa metida em dia, um saltinho à loja do BVB, encontro com outros colegas destas aventuras e seguir para o estádio.




Mais uma curta viagem de 10 minutos, começar a colar os novos autocolantes iguais ao meu pano que tanto gosto, e a chegada ao estadio. Ali estava ele, já em cenário de dia de jogo. Agora sim eu estava completo. Estava junto ao Estádio, junto ao meu Benfica, e com o meu povo! Com a minha gente! Não poderia estar melhor em mais lado nenhum. Fotos, conversa com mais pessoas, compra de cachecóis, não tendo lamentavelmente arranjado um oficial do jogo, e a malta foi entrando. Acabei por ficar cá fora à espera dum amigo o levou a que entrasse já bem perto do ínicio do jogo, logo após o You’ll Never Walk Alone, que tive oportunidade de ouvir do lado de fora do estádio. Alguma confusão à entrada, à qual me consegui esquivar subida das escadas a correr e lá estava eu a ver as equipas a entrar em campo. No muro amarelo, uma coreografia de sonho que devia fazer corar de inveja os Forlans da Luz desta vida, do nosso lado uma mancha vermelha. Um sector à pinha ansioso por mostrar o que é o Benfica. E nas restantes bancadas (à excepção da SudTribune, obviamente), bem visiveis as manchas encarnadas de Benfiquistas por todo o estádio. Tudo estava pronto. E ao apito inicial já o sector visitante se encontrava ao rubro.



Começámos com tudo, e fomos abalroados aos 4 minutos. Sofremos logo um golo e tal como em Munique há um ano, seguimos na nossa. O que nos move, é o Benfica. O que amamos, é o Benfica. E do apito inicial até poucos minutos antes da saída do estádio, na bancada, só deu Benfica. Não foi nenhuma vitória moral. Perdemos 4-0. Perdemos bem, contra uma equipa que se mostrou largamente superior na eliminatória, mas como diz o João Gonçalves na sua épica crónica no Red Pass, discutimos esta eliminatóra contra o colosso Borussia durante mais de 75% da mesma. E na bancada tratamos da questão dos adeptos alemães nao terem achado o ambiente na Luz nada de especial. Pois bem, o dia 8 de Março foi especial. 11 anos depois de Anfield Road eu voltei a chorar. De alegria por cumprir um sonho, de orgulho pelo que vivi e nunca tinha visto nos meus 19 anos de bancada. De 1998 até hoje nunca vi nada assim. E foi por isso que me doeu a alma de algumas das pessoas que mais mereciam estar ali, viver o que eu estava a viver, não poderem ter ido. Eu acho que já merecia viver um ambiente assim, nao vou ter falsas modéstias. Mas há outros que mereciam tanto ou mais do que eu e não o viveram por razões de força maior. E era por esses que eu tinha de fazer tudo para ir, era por esses que todos de nós tínhamos de dar tudo. Dar tudo pelo Benfica, por nós, e por todos os que davam tudo para lá estar. É esse que tem de ser o mindset. Porque E Pluribus Unum não é só um lema, é um modo de vida.



E assim foi. Foi mágico. Foi sublime. Foi para sempre. E vai connosco para a cova. Os 4-0 ficaram na história? Ficaram. Tal como os 5-0 da década de 60 que os alemães recordaram e homenagearam antes do jogo, o que só engrandece o Benfica. Mas o reconhecimento dos da casa, dentro do campo e fora dele, ao que a maravilhosa massa adepta do Benfica fez, não tem palavras. Ter vivido aquilo muito menos. Ter superado tudo para lá poder ter estado faz de tudo uma odisseia.



No final do jogo deu-se o regresso aos carros e a partida para Bruxelas. Com menos transito, com menos atalhos e sempre a andar, e com os vídeos do estádio que nos iam chegando a passar em loop. Chegada a Bruxelas já depois das duas da manhã, entregar, deixar os carros na garagem da rent-a-car depois de os atestar e ir dormir 3 horas, ou nem isso, para a ponta da cama disponível num hotel (obrigado Tomás, foram 3 pareceram 10). Às 7 da manhã já estava de saída do hotel rumo à estação. Chaves de carro entregues e comboio rumo a Paris apanhado.

À chegada a Paris, com uma hora para chegar a Montparnasse, sou abordado pela polícia à saída do cais de chegada.
“Bom dia senhor, pode acompanhar-nos ao controlo de segurança ?”
“Com certeza, perdoem-me só o ar apressado, mas tenho TGV em Monptarnasse dentro de uma hora”.
“Ok. Pode facultar-nos a sua identificação?”
“Com certeza”
“É belga?” perguntam enquanto tiro o Cartão do Cidadão
“Não. Sou português. Venho de Dortmund onde fui ver o Benfica na Champions”.
O agente olha para o cartão do cidadão e diz: “Ok. Então boa viagem”.
E sigo sem ter de abrir a mala, o que me iria atrasar um bom bocado tal o caos que ela estava.

Desco então para o RER B (desta vez adotei a sugestão dada na primeira viagem) e a estação estava um caos. Falam em atrasos nos dois sentidos. Passa a primeira composição mas não consigo entrar na mesma, e começo a ficar preocupado. Logo de seguida vem a segunda composição e entro. Fico um pouco mais aliviado.

Em Denfert-Rochereau mudo para o metro (linha 6) que não está melhor. Mais uma vez falho a primeira composição mas consigo entrar na segunda. Chego a Montparnasse 12 minutos antes da partida do TGV e embarco imediatamente. Caso tivesse sido revistado na Gare du Nord, não sei não...Tudo está bem quando acaba bem.

As últimas 3 horas de viagem estão a correr bem até que na última paragem antes da chegada somos avisados duma perturbação na linha. Ficámos 40 minutos parados até arrancar. Acabo por chegar ao destino (Surgères) apenas às 14:00. Já nem vou a casa. Pego no carro e sigo para o trabalho. Estava oficialmente concluída a 26ª ao estrangeiro para ver o Benfica.

Se valeu a pena ? Vale sempre. Pelo Benfica e pelos meus vale sempre a pena. E só tenho vontade que chegue a 27ª.



Um eterno obrigado a todos os que sempre me fizeram acreditar que este sonho seria possível, mesmo quando parecia tudo menos isso. Belá Guttmann sabia bem o que dizia quando falava dos adeptos do Benfica. E Mário Wilson ainda sabia mais. Não deixem nunca de lutar pelos vossos sonhos porque por mais improváveis que pareçam, podem sempre acontecer.


Que viva o Benfica!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

113 anos de Benfica!

28 de Fevereiro de 2017. Já lá vão 113 desde que um grupo de jovens se juntou na Farmácia Franco para concretizar a melhor ideia de sempre. Porque foi disso que se tratou: duma ideia! Uma ideia humilde, mas ambiciosa. Uma ideia que sempre se guiou por um sentimento: o amor!
O Benfica, que cedo de tornou Glorioso, o clube do povo, nasceu, sobreviveu, cresceu e des nvolveu-se fruto do amor dos seus. Um amor que permitiu engrandecer-se mesmo quando não tinha casa própria, um amor que permitiu reunir fundos para ter finalmente um Estádio. Um amor que permitiu conquistar a Europa. Um amor que dura ainda hoje... um amor que não terminará nunca.
Mas agora que penso nisso, não foi só amor, não... houve também muita coragem. Muita coragem. Coragem para se tornar Sport Lisboa e Benfica. Coragem para andar sempre com a casa às costas. Coragem para mudar o paradigma e enveredar pelo profissionalismo. Coragem para sobreviver ao Estado Novo. Coragem para nunca ser a favor do sistema mas sim fazer com que o sistema tivesse de se aproveitar do Benfica.
Só um clube como o nosso construiria por si só a Velha Catedral. Só um clube como que nosso levaria a um discurso como o de Fialho Gouveia na inauguração da Nova Luz. Só um clube como o nosso justificaria o "VIVA O BENFICA!!!" de José Augusto. Só um clube como o nosso originária um discurso como o de Mário Wilson. Só um clube como o nosso mostraria ao mundo craques como Chalana que fazem craques como Futre ajoelharem-se sem rodeios.
E já que falei há pouco no Velho Capitão (que saudades! Que saudades...), deixem-me citá-lo e dizer-vos que vocês não imaginam. Não imaginam, não! Não podem imaginar! Não imaginam o que é ir a Turim e ver tudo o que nós vimos. Não imaginam o que é ir ao Reino Unido e dizer a palavra "Benfica".  Não imaginam o que é ir a qualquer lado do mundo e ver olhos a brilhar sempre que dizemos o nosso nome, Sport Lisboa e Benfica. Também não imaginam o que é crescer na segunda metade da década de 90 e cá continuar. Não imaginam o que é chumbar propostas de fechos de Modalidades em Assembleia Geral por isso se contra o propósito de ser Benfica, um clube onde nunca há Modalidades a mais, quanto muito há Modalidades a menos. Não imaginam o que é ser anti lobbies e por isso votar contra, e chumbar, propostas de galardões máximos a quem nunca fez nada pelo clube. Não imaginam porque no nosso clube vive-se por amor ao próprio.
Mas há uma explicacao: só nós sentimos assim. Porque desde 1904 que E Pluribus Unum não é apenas um lema, mas sim um modo de vida.

Amo-Te Benfica!

Parabéns a todos nós que somos o SPORT LISBOA E BENFICA.

VIVA O BENFICA!!!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

More Than a Feeling



Depois duma épica vitória em Braga, podia falar de roubos, de árbitros, de sistema, de todo o ruído que há no desporto em Portugal. Mas não... Não sou nem nunca fui assim. Prefiro falar do que vale a pena, do clube e não dos outros!

Imaginem viver quase 30 anos perto do Estádio da vossa vida.
Imaginem ao longo desses quase 30 anos ir constantemente ver o vosso clube.
Imaginem que nos últimos meses, diria anos, fossem quase diariamente ao Estádio seja ter com amigos, ver futebol ou aos pavilhões acompanhar modalidades.
Imaginem que de repente ficam longe de tudo.
Imaginem que de repente ficavam longe de todos.
Imaginem que nos últimos 2 meses a vossa vida se reduz a acordar, trabalhar, voltar para casa.
Imaginem que fazem 300 km a um sábado para ver a equipa feminina de hóquei em Patins carimbar o acesso à final 4 da Liga europeia de Hóquei em Patins para poder estar perto do SL Benfica.
Imaginem que passam um dia com um stress inacreditável por causa de 90 minutos que vão acompanhar na TV.
Imaginem que acompanham um jogo fulcral na Pedreira, com um nervosismo que não se recordam de ter.
Imaginem que quando um grego com ar mitológico marca o golo da vitória têm uma descarga de adrenalina tão grande que até as lágrimas vos enchem os olhos.
Imaginem que mesmo assim continuam com o coração apertado toda a noite pelo que sentiram ao longo do dia.
Imaginem que a adrenalina e o aperto continuam tão grandes que mal dormem.


Não precisam de imaginar. É o Sport Lisboa e Benfica.


1904



Rumo ao 36! Vamos fazer o que ainda não foi feito.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

PAOK vs SL Benfica: Toumba, um inferno a céu aberto?

Toumba na entrada das equipas

Dezembro de 2013. O Benfica havia sido eliminado, novamente, da Champions ao ficar no terceiro lugar do seu grupo, sendo reencaminhado para a Liga Europa, prova na qual já havia sido finalista na época anterior. O sorteio ditava uma segunda ida à Grécia  na mesma época, mas desta feita, não seria a capital Atenas (viagem que fica para outro post), mas sim Salónica.

Após alguma pesquisa acabou por se marcar um voo via Munique, o qual permitia ainda uma visita à cidade durante a escala, e acabámos por achar um hotel aparentemente agradável numa zona central da cidade. A viagem prometia, e estávamos ansiosos. Restava aguardar que Fevereiro chegasse...

Foi então a 22 de Fevereiro de 2014 que nos juntámos no aeroporto, onde apanharíamos o voo rumo a Munique. O voo, numa altura em que a Lufthansa não andava em greves constantemente, correu tranquilamente, sem qualquer percalço, e chegados a Munique, face à escala de várias horas que nos aguradava, não hesitámos em ir passear ao centro da cidade. Munique fica a menos de meia hora de transportes do aeroporto o que permite esta facilidade.

Apanhámos então o S-Bahn até München Karlsplatz, onde partimos então em direcção a Marienplatz, praça onde se encontra a majestosa Catedaral. Pelo caminho, paragem obrigatória na loja do Bayern e, claro, numa livraria local onde acabei por comprar uma pérola.



Munique
A 100 metros da Marienplatz, acabámos por encontrar o Biergarten Am Viktualienmarkt. Tratava-se de uma zona de bancas de comida bancas de toda a comida local, e cerveja, claro, onde aproveitámos para almoçar:Hot Dogs, Porc ribs e claro, cerveja!


Após o almoço fomos dar uma volta pelos arredores da Marienplatz, onde acabámos de descobrir uma loja revendedora da COPA que haveria de me dar jeito uns anos mais tarde. Tirámos também as fotos da praxe, nos locais mais óbvios, e acabámos por regressar ao local do almoço para mais umas cervejas, antes de regressarmos ao aeroporto, onde uma roulote que já frisei noutras crónicas nos aguardava, antes de embarcarmos finalmente. Na viagem de regresso ao aeroporto, um de nós acabou por ter algumas dificuldades pois a mesma pareceu-lhe durar horas, tal era o aperto da bexiga.



O voo para Salónica, onde aterrámos com um nevoeiro intenso, tendo saído rapidamente do terminal de chegadas para apanhar um táxi (azul...) em direção ao hotel. Rapidamente nos distribuímos por dois táxis, entre o nosso pessoal, e tudo decorria normalmente na viagem de 17 km desde aeroporto, até que de repente o taxista sai da autoestrada (que seguia até à cidade) e entra por um caminho de serra repleto de curvas e árvores. A meio deste trajeto resolve parar o Táxi e fazer uma chamada, durante a qual apenas entendíamos que havia dito o nome do hotel várias vezes. Na verdade não fazíamos a menor ideia do que se passava, mas passado um ou dois minutos, o condutor lá arrancou e passado alguns minutos começámos finalmente a entrar na cidade. Ficou a apreensão e a verdadeira expressão "what the fuck?!?!" de quem ia no táxi.


Após nos instalarmos no Hotel, aproveitámos para dar uma pequena volta pelas redondezas, para nos enquadrarmos, tendo mais tarde regressado ao hotel para descansar.

Na manhã seguinte, véspera de jogo, saímos do Hotel logo pela manhã, tendo-nos dirigido até à marginal, onde caminhámos até à White Tower, o ex libris da cidade, onde aproveitámos para tirar fotos, e subir à mesma. No topo da torre, abordados por jovens que estavam numa aparente visita de estudo, e que com curiosidade nos perguntavam de onde vínhamos, alguém respondeu com toda a naturalidade: "Somália". Os rapazes ficaram espantados.




Após descer da White Tower encaminhámo-nos para o Museu Olímpico de Salónica numa caminhada de perto de 2 quilómetros, tendo passado junto ao Museu da Cultura Bizantina, o qual fiquei com curiosidade de visitar, mas que acabou por não se proporcionar.



O Museu Olímpico de Salónica, fica junto ao estádio onde joga o Iraklis, e não sendo nada por aí além acaba por ter alguns apontamentos interessantes, desde alguns registos olímpicos, a equipamentos oficiais de clubes. No fundo, não é bem um museu sobre os Jogos Olímpicos, mas sim sobre desporto. Os jogos olímpicos acabam por ter um forte peso no mesmo, por estarmos na Grécia. Era inevitável. Após a visita ao museu, optámos por seguir por outro caminho até ao centro da cidade. Nesse caminho passámos junto ao Pavilhão do Iraklis, onde são bem notórias as marcas dos seus adeptos, Passámos depois pelo Fórum Romano de Salónica, já no centro da cidade, tendo depois entrado num mercado antigo onde aproveitámos para almoçar. Após o almoço, enquanto alguns foram descansar para o hotel, visto que a caminhada tinha sido longa, outros dirigimo-nos até ao Museu Judaico de Salónica. À porta deste, além de nos pedirem a identificação para confirmarem a nossa proveniência, ainda aproveitaram para perguntar se Portugal era um país de dinheiro. 





Museu Olímpico de Salónica






Pavilhão do Iraklis


Fórum Romano

Museu Judaico
Visita completa, apesar da proibição de tirar fotografias, e regressámos ao hotel para pegar em algumas coisas pois resolvemos ir assistir ao treino da equipa, até para percebermos como era o Toumba, e como eram os seus arredores. Foi então que confirmámos o que nos tinham dito: o cenário mais semelhante em Portugal, para definir a localização do estádio é Guimarães. Seria um jogo de atenção máxima portanto.



Treino no Toumba
Após o treino, regressámos ao hotel para deixar o material e fomos então jantar a um restauranteperto da zona de bares da cidade. Em qualquer restaurante a conclusão era óbvia: come-se realmente bem em Salónica. 
Já de barriga cheia, demos uma volta pela zona nocturna da cidade. Salónica é sobretudo uma cidade com andamento e animação, porque é uma cidade de forte implementação universitária. Festas de Erasmus, festas temáticas e não só! A noite foi longa e muito animada!


Dia de jogo. Dia de jogo, a tensão aumenta. Ao longo de dia foram chegando mais companheiros dos outros lados da Europa, e acabámos por andar nas imediações do hotel. Era no entanto um dia especial na cidade, e ao longo de todas as ruas havia malta a assar carne e a oferecer a quem passava. Uma tradição local e notável. Iniciava-se o período de Carnaval de Salónica e era essa a razão desses churrascos ao longo de toda a cidade. Após algumas compras de cerveja para aproveitar o sol na varanda de um dos quartos, partimos ao final do dia rumo ao estádio. A chegada decorreu com alguma tranquilidade, e sem qualquer problema, problema esse que apenas chegou com um dos stewards com problemas de autoridade que havia dentro do recinto.

Sanado esse incidente, veio então o jogo que, não sendo nada de especial, permitiu ao Benfica carimbar mais uma vitória no seu longo histórial europeu, e silenciar o inferno do Toumba. Os adeptos locais pareceu-me muito fortes no apoio, mas o estádio acaba por perder esse ambiente por ser um estádio em céu aberto. O cântico inicial das palmas é no entanto, fortíssimo! De notar a forte presença de membros do Partizan de Belgrado junto dos locais fruto da amizade existente entre ambos.


No final da partida, após ficarmos retidos mais de meia hora, abriram-se as portas. Após perguntar a um agente da autoridade o melhor local para apanhar um táxi, apontou para a longa avenida que ia dar ao estádio e para lá seguimos. Assim que metemos um pé nessa avenida, apercebemo-nos que era uma avenida repleta de muitos restaurantes cheios com adeptos vindos do jogo. Fomos então descendo, da forma mais discreta possível, essa avenida, e entrando em táxis que nos levaram para a outra ponta da cidade, para o nosso hotel.



Após deixar o material regressámos ao restaurante da véspera para jantar, e ao bar onde tínhamos estado na véspera. Pelo meio, algum pessoal sérvio andava à procura do pessoal do Benfica, fruto das ligações croatas, mas nada acabou por acontecer. 



Após regressar ao hotel, foi altura de descansar pois na madrugada seguinte iniciou-se o regresso com nova paragem em Munique, mas sem ir ao centro da cidade mas a aproveitar a praça de restauração e a sua maravilhosa "Aeroroulotte" e finalmente o regresso a Lisboa.




Valeu a pena. Mas isso vale sempre! E ficaram ótimas lembranças de Salónica.





sábado, 28 de janeiro de 2017

Liverpool - Benfica: a viagem que mudou tudo.

Sábado - O Benfica joga na Amadora

O Benfica vai à Amadora. O Benfica não joga grande coisa, mas o árbitro ainda consegue estar pior! O Benfica marca na última, um golo do Rato Piccoli e pôs os seus adeptos a vibrar e a sonhar com Liverpool. Por falar em Liverpool, já ninguém fala de outra coisa. Quem vai, está ansioso, quem não vai lamenta-se.

Domingo

É o chamado dia de descanso. A ansiedade vai tomando conta de quem vai a Anfield Road.

Segunda feira

Véspera da viagem! O estomâgo aperta tal é a ansiedade. À noite eu, a R. e o R. fomos às compras abastecer as geleiras para a viagem mais aguardada dos últimos três meses.

Terça Feira

Acordei eram 8h da manhã. Às 8h45 estava à porta de casa da R., para seguirmos para a Luz onde apanharíamos o R. e a C. A pulga estava por lá para nos desejar boa viagem. Arrancamos e assim que passamos a ponte, um homem tinha-se atirado do 1º viaduto do Pragal. Começava bem a viagem! Paramos na área de serviço em Palmela para tomarmos a dose de cafeína necessária para enfrentar a viagem, e à posteriori seguimos para Palmela onde nos encontraria o carro dos GM, do GS e seus amigos, bem como o carro do dR. F.
Já todos juntos rumamos rumo a sul, onde na área de serviço de Olhão encontramos o carro do RH que se dirigia para Málaga, comemos qualquer coisa e arrancamos rumo a Granada. Passada a fronteira surge o primeiro problema. O meu carro estava avariado, a embraiagem tinha dado o berro e tinhamos duas soluções. Chamar o reboque e voltar para trás (impensável) ou chamar o reboque e solicitar a assistência em viagem até Granada. Obviamente escolhemos a segunda hipótese, pois no regresso as pessoas do meu carro seriam distribuídas pelos lugares disponíveis nos restantes. Após convivio ao som de Benfica Mix à beira da Autoestrada enquanto o Taxi não chegava, eis que chegou quem chamámos de salvador. O Cláudio, condutor do Taxi que nos levou até Granada, percurso durante o qual esvaziámos umas quantas garrafinhas de bebidas alcoólicas.
Chegados a Granada, o caos... O voo tinha sido cancelado devido a greve dos controladores aéreos franceses e a única opção que nos davam era ir para sevilha para apanharmos um avião que nos permitiria chegar à meia hora de jogo. Fora de questão, eis que arrancámos para Málaga, excepto o R. que acabou por voltar para trás. (Em Granada já se encontrava o Y. que optou por voltar igualmente a Lisboa)

Quarta Feira - O dia do Jogo!

Chegámos a Málaga já depois da meia noite. As hipóteses de ir para Liverpool são caríssimas. Os GM já se safaram e vão directos para Liverpool, e todos os cenários são negros. No carro do GS, ele, a M. o K e o R (outro que não o do meu carro) marcam a sua viagem de madrugada na net, os restantes aguardam pela manhã. Pelas 8 horas da manhã abre o balcão da Easy Jet. Coloco todas as hipóteses, até não ir, apesar de não ter boleia para regressar enquanto o pessoal que ia a Liverpool não regressasse. Lá acabo por marcar viagem, tal como a C. e o Tobi. Já estamos quase todos, excepto a P. a R., o MS e o dR. F. Acabo por lhes dizer que normalmente os últimos a safarem-se obtêm a melhor viagem, e assim aconteceu. Pelas 10 da manhã, já todos os que tinham ido a Málaga tinham viagem assegurada.
Embarcamos e seguimos para Londres (eu, o GS, a M, o R, o K, a C e o Tobi) onde alugamos um carro para seguir para Liverpool onde encontraríamos os restantes camaradas. O carro do dR. F tinha voo para Manchester.
Chegamos a Liverpool apenas a uma hora do jogo, mas na terra dos Beatles, tudo foi perfeito! Que vitória, que apoio, foi algo de verdadeiramente épico. Algo que fez valer a pena tudo aquilo por que passei!
Termina a partida e vamos à procura de um local para dormir (os 7 do meu carro "britânico"), em Liverpool. Passado algum tempo de procura reparamos que nada havia e decidimos arrepiar caminho e começar a andar rumo a Londres e procurar hotel nas áreas de serviço.

Quinta Feira 

São quase 3 da manhã, estamos perto de Birmingham e finalmente encontrámos um local onde dormir. Vão ser poucas horas mas vão saber que nem mel! Às 12h estamos a sair de Birmingham rumo a Londres para apanhar o avião em Stansted, pelas 16h35. A viagem corre bem até aos arredores do aeroporto. Autoestrada parada, e problemas na entrega do carro alugado, só nos permitem fazer o check-in em cima da hora. Quando parece que tudo se resolve, eis que distracções várias, e uma fila monumental no controle de segurança (para um aeroporto inteiro, havia apenas 2 máquinas de Raio X a funcionar) fazem-nos perder o avião. Lá tivemos que pagar uma multa, para ter direito a viagem no dia seguinte para málaga, viagem essa que partia de outro aeroporto londrino (lá tratámos de alugar mais um carro). Ficámos num Irish Pub do aeroporto de Stansted até às 21h00, hora à qual seguimos para Gatwick. Nessa altura reparamos que no dia a seguir, estaremos 11 pessoas em Málaga e apenas 2 carros disponíveis! A saga ia continuar.

Sexta Feira

Já no aeroporto, encontramos o MS, dR.F, P e a R. Ficam parvos quando nos vêm, e só se riem quando lhes contamos o que aconteceu. Entretanto o Tobi repara que tinha uma garrafa de vinho do porto na mochila. Ficou a festa feita. Mais tarde ainda fechámos a pestana, e à hora de embarque eramos dos primeiros junto à porta!
A viagem de avião fez-se bem, tive das melhores aterragens que me lembro e ainda consegui dormir no avião (coisa rara...)
O voo que trazia os restantes 4 magnificos chegou à mesma hora que nós. A partir daí começamos a arranjar maneira de tentar por todos em Lisboa. Após árdua pesquisa, lá descobrimos que a melhor maneira e mais económica seria alugar um carro, que não estava disponível no aeroporto, e teríamos de ir até ao centro da cidade. Chegados ao carro do K, que me ia dar boleia até ao centro da cidade, não pegava. Tinham ficado sem bateria porque se esqueceram de uma luz acesa. Passado 2 ou 3 horas, eis que estou finalmente de carro na mão, o carro do K, com o R, a M e o GS já seguiu para Lisboa, e passo pelo aeroporto para apanhar quem ia no meu carro. A C. já tinha ido comigo, e faltava apanhar o Tobi. No outro carro seguia o MS, dR.F, P e a R. Finalmente arrancávamos rumo a Lisboa, mas ainda não tinha acabado. Ao longo da autoestrada, tudo corria bem, até que de repente estávamos perdidos no centro de Sevilha. Após 1038319 perguntas a espanhóis, lá houve algum que nos explicou bem como sair dali e apanhar a autoestrada desejada. Já passava das 22h quando entrámos em Portugal. Aquela placa foi tão desejada.... Paramos na área de serviço de Olhão para comer, era a última paragem!

Sábado

Já passava da meia noite quando saio da A2 para o Seixal, onde deixo a C. e o Tobi, e sigo para o aeroporto de Lisboa onde tenho de entregar o carro. Estaciono o carro já no parque respectivo, mas não há ninguem para verificar que tudo está OK.
Volto para casa, com o mesmo carro, vou dormir.
Às 13h, lá estava eu finalmente a entregar o carro e receber o OK.
A odisseia a Liverpool estava oficialmente terminada!

Para nunca mais esquecer!

Obrigado a todos! Sobretudo os 10 Mágnificos (GS, M, dR.F, P, R, C, R, K, Tobi e MS - eu era o 11º)!

Voltaria a fazer tudo igual!